9 de Setembro de 2010    Home > Opinião
 
 
   
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> Um grande lugar comum cada vez com menos valor
 

Após mais de uma década de política agro-ambiental é ainda grande a distância entre as intenções e a concretização. O papel dos agricultores na conservação da biodiversidade entrou bem na rotina das ideias, mas entrou muito pior na prática eficaz.

Uma década foi muito pouco tempo para conseguir alguns resultados desejáveis, como por exemplo a concretização em tempo e com eficácia dos Planos Zonais nos territórios de áreas protegidas. Para esse e outros resultados, teria sido favorável uma intervenção política integradora das políticas de desenvolvimento rural, das florestas e da conservação da natureza.



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> Gestão Cinegética e Conservação da Natureza: incompatibilidade ou sinergia?
 

A actividade cinegética é frequentemente encarada por omissão como sendo prejudicial à conservação da Natureza. De igual modo, os conservacionistas são muitas vezes vistos pelos caçadores e gestores cinegéticos como impecilhos, que prejudicam a sua actividade em termos económicos e desportivos. Não é raro que ambos os lados desta contenda tenham circunstancialmente razão e que vejam fundamentados os seus receios, mas será forçoso que se encare esta questão como tendo dois lados antagónicos?



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> Floresta Portuguesa: Território, Ambiente e Economia
 

A floresta é um elemento perene de estruturação do território compondo alguns dos ecossistemas mais biodiversos e integrando os ciclos da água e do carbono. Esta estrutura inclui todas as florestas cuja vocação é predominantemente produtiva. As árvores demoram tempo a crescer e ocupam o território durante largos períodos. A função estruturante do território e os benefícios ambientais no longo prazo são homólogos dos horizontes de investimento muito alargados e das baixas rendibilidades florestais. Pode dizer-se que a floresta gera benefícios que, em larga medida, se mantém externos à análise dos investimentos florestais.

Existe também um conjunto de factores que dificultam o investimento, multiplamente relacionados com as externalidades ambientais e sociais.




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> Fundo Imobiliário Florestal: Uma oportunidade de investimento privado na Floresta Portuguesa
 

Com excepção das espécies de crescimento rápido, o investimento privado na floresta de produção de madeira é pouco atractivo. Isto deve-se essencialmente ao facto das receitas provenientes do corte dos povoamentos serem realizadas muitos anos depois dos investimentos. Por outro lado, a pequena dimensão das propriedades florestais não permite uma gestão florestal adequada. Estes factos resultam, na prática, no quase abandono das matas com consequências económicas e ambientais desfavoráveis.

A floresta Portuguesa precisa de soluções que se apliquem ao aumento do investimento privado na floresta e à solução dos problemas de propriedade, garantindo simultaneamente uma adequada gestão ambiental.



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